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Mianmar


População total
54.793.000
População não alcançada
45.482.000 (83,0%)
População não alcançada de fronteira
1.822.000 (3,3%)
Grupos de povos
201
Grupos de povos não alcançados
58 (28,9%)
Grupos de povos não alcançadas de fronteira
19 (9,5%)
Cristãos aderentes
8,8%
Escala de progresso

Grupo étnico-linguístico | Língua primária | Religião primária | Quantidade de cristãos | Tradução da Bíblia |
|---|---|---|---|---|
Danau | Budismo | 0,1-2% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Tavoyan | Budismo | 0-0,1% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Lawktu | Budismo | 2-5% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Kadu | Budismo | 2-5% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Kanan | Budismo | 2-5% | Somente Porções, necessita tradução completa |
CONTEXTO HISTÓRICO-SOCIAL

Antes de existir como país, o território do atual Mianmar era habitado por diversos povos tibeto-birmaneses e mon-khmer. Entre os grupos mais antigos estavam os mon, pyu e kachin, que desenvolveram cidades, agricultura e comércio regional.
O primeiro grande Estado foi o Reino de Pagan (Bagan), entre os séculos IX e XIII, que unificou grande parte da região e difundiu o budismo theravada. Pagan tornou-se um centro religioso com milhares de templos.
Religiosamente, o budismo se consolidou como principal crença, mas coexistia com práticas animistas e culto aos espíritos (nats).
Entre os aspectos positivos estão unificação política, florescimento cultural e estabilidade relativa. Por outro lado, guerras, disputas dinásticas e hierarquias sociais rígidas enfraqueceram o reino. (Foto por Hadynyah, em britannica.com)

Após o declínio de Pagan, o território fragmentou-se em vários reinos, como Ava, Toungoo e Konbaung. Esses Estados travaram guerras constantes entre si e contra vizinhos como Tailândia e China.
Apesar da instabilidade, consolidaram-se tradições culturais, literatura e arte budista. A sociedade manteve forte estrutura agrária.
Entre os aspectos positivos estão resistência cultural e identidade religiosa. Por outro lado, a população sofreu com violência, impostos pesados e deslocamentos forçados. (Foto por Tun Lin Aung, em english.dvb.no)

No século XIX, Mianmar foi colonizado pelo Império Britânico, tornando-se parte da Índia britânica. Os britânicos introduziram infraestrutura moderna e economia monetária, mas destruíram estruturas tradicionais.
A colonização intensificou divisões étnicas e promoveu imigração indiana, criando tensões sociais.
Entre os pontos positivos estão modernização administrativa e educação. Porém, os impactos negativos foram exploração econômica, perda de soberania e desigualdade. (Foto em defensepoliticsasia.com)

Mianmar tornou-se independente em 1948, mas enfrentou guerras civis entre o governo e minorias étnicas como rohingya, karen, shan e kachin.
O país viveu décadas de ditadura militar, com repressão, censura e isolamento internacional. Apesar de tentativas de democratização, os militares continuam influentes.
Hoje, Mianmar é etnicamente diverso e majoritariamente budista. O principal desafio é construir paz, democracia e inclusão, superando conflitos históricos e autoritarismo. (Foto por Mark Wiens, em migrationology.com)
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