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Pelo menos 27 mortos em acidente com ônibus de igreja no Zimbábue; presidente Emmerson Mnangagwa declara situação de desastre

  • Foto do escritor: Raphaelson Steven Zilse
    Raphaelson Steven Zilse
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Imagem de um acidente de 2025 utilizada pelo canal de notícias Deutsche Welle para representar na notícia atual os muitos acidentes que acontecem na região do Zimbábue. Foto por Xinhua, imago images, em dw.com
Imagem de um acidente de 2025 utilizada pelo canal de notícias Deutsche Welle para representar na notícia atual os muitos acidentes que acontecem na região do Zimbábue. Foto por Xinhua, imago images, em dw.com

Zimbábue (ChristianDaily) - Pelo menos 27 pessoas morreram quando um micro-ônibus que transportava membros de uma congregação cristã colidiu de frente com um caminhão de carga no Zimbábue. Outras sete pessoas ficaram feridas.


O porta-voz da Polícia da República do Zimbábue, Paul Nyathi, informou em comunicado que o caminhão tentava ultrapassar outro veículo quando atingiu o micro-ônibus nas proximidades de Chivhu, cerca de 140 quilômetros ao sul da capital do país, Harare, na sexta-feira, segundo a DW.


O acidente ocorreu por volta das 20h30, no horário local, próximo à ponte Honeyspruit, no distrito de Chikomba, província de Mashonaland East, na rodovia Harare-Masvingo, de acordo com o Zimbabwe Situation.


O caminhão tinha placas de registro estrangeiras, o que significa que não era licenciado no Zimbábue. Segundo relatos, transportava equipamentos de mineração provenientes da África do Sul, com destino ao distrito de Goromonzi.


Nyathi disse que os passageiros pertenciam a uma conhecida denominação cristã africana indígena, cujos membros normalmente usam vestes brancas, e que viajavam para participar de uma conferência quando o acidente ocorreu durante a noite. Ele afirmou que o número de passageiros em cada veículo era “não especificado”.


Posteriormente, a congregação foi identificada como a Igreja Apostólica Africana, também conhecida como Igreja Mwazha. Segundo o Arabian Post, seus membros viajavam de Dema para Ndarikure, em Mvuma, para participar de uma conferência religiosa.


Foi informado que o micro-ônibus estava superlotado, transportando até 34 passageiros.

A emissora estatal ZBC divulgou um vídeo mostrando o micro-ônibus completamente destruído pelo fogo, enquanto veículos de comunicação locais divulgaram fotografias do local do acidente, segundo a AL.com.


Um ministro do governo provincial inicialmente informou que 23 pessoas haviam morrido no local, enquanto as demais vítimas morreram posteriormente no hospital, de acordo com a ABC News. No entanto, números atualizados apresentados pelo ministro do Governo Local e Obras Públicas, Daniel Garwe, apontaram 24 mortos no local, enquanto outras três pessoas morreram posteriormente no Hospital Geral de Chivhu, segundo a allAfrica.


Presidente declara situação de desastre


O presidente Emmerson Mnangagwa declarou Situação de Desastre em resposta ao acidente, invocando a Seção 27(1) da Lei de Proteção Civil do Zimbábue.


A declaração permite que o governo mobilize recursos e coordene assistência aos sobreviventes e às famílias das vítimas, incluindo o pagamento de despesas médicas e custos funerários, segundo o Arabian Post.


Ônibus superlotados e micro-ônibus são frequentemente envolvidos em acidentes rodoviários no Zimbábue, que as autoridades costumam relacionar à condução imprudente e às más condições das estradas. Segundo autoridades, o erro humano é responsável por 94% dos acidentes registrados no país.


Os micro-ônibus particulares, conhecidos como kombis, são um dos principais meios de transporte diário para muitos zimbabuanos. As empresas operadoras são frequentemente acusadas de transportar mais passageiros do que o permitido, enquanto anos de falta de investimentos e negligência deixaram muitas estradas repletas de buracos.


Um incêndio envolvendo um micro-ônibus em uma rodovia no sul do Zimbábue, em abril, deixou pelo menos 18 mortos. Dias antes, uma mulher e seus cinco filhos morreram quando um caminhão de carga colidiu com o veículo em que estavam, em uma estrada que liga o Zimbábue à África do Sul.


O governo do Zimbábue tomou medidas para tentar reduzir esse tipo de acidente em 2024. Entre as medidas, restringiu os kombis com até 26 lugares a trajetos dentro de aproximadamente 60 quilômetros de suas áreas autorizadas, reduzindo o limite anterior de cerca de 120 quilômetros. O governo também passou a exigir que veículos de transporte público instalassem dispositivos de monitoramento de velocidade, segundo o Ministério dos Transportes e Desenvolvimento de Infraestrutura do país.


As autoridades recomendaram que passageiros em viagens de longa distância utilizem ônibus, argumentando que eles oferecem mais espaço para as pernas e maior capacidade para bagagens do que os kombis.


A agência nacional de estatísticas do país informou que o Zimbábue registra, em média, um acidente rodoviário a cada 15 minutos e pelo menos cinco mortes por dia, uma das maiores taxas do continente.


A Comissão Econômica das Nações Unidas para a África estima que os acidentes rodoviários provoquem aproximadamente 300 mil mortes por ano no continente africano, cerca de um quarto de todas as mortes decorrentes de acidentes de trânsito no mundo. Segundo a organização, a África apresenta a maior taxa de mortalidade por acidentes rodoviários do mundo, embora os cerca de 1,5 bilhão de habitantes do continente possuam apenas aproximadamente 3% dos veículos registrados no planeta.


Por The Christian Post.

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