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Pastor chinês Ezra Jin Mingri é libertado após cerca de 260 dias de prisão e chega aos Estados Unidos

  • Foto do escritor: Raphaelson Steven Zilse
    Raphaelson Steven Zilse
  • 7 de jul.
  • 3 min de leitura
Esta foto, tirada em 12 de setembro de 2018, mostra Jin Mingri, pastor principal da Igreja Zion, posando em Pequim dias depois de as autoridades fecharem uma das maiores igrejas protestantes "subterrâneas" da China. Foto por Fred Dufour/AFP, em hongkongfp.com
Esta foto, tirada em 12 de setembro de 2018, mostra Jin Mingri, pastor principal da Igreja Zion, posando em Pequim dias depois de as autoridades fecharem uma das maiores igrejas protestantes "subterrâneas" da China. Foto por Fred Dufour/AFP, em hongkongfp.com


China/EUA (H11 e NPR) - Por dois anos consecutivos o Pastor Edson Bruno esteve participando do encontro Transform World junto com o Pastor Chinês Ezra Jin Mingri que foi preso no ano passado. O Confins do Mundo, segmento missionário no programa Desfrute Deus e o H11 muitas vezes conclamou ouvintes para a intercessão em favor do Pastor Ezra. Agora, chega a grande notícia:


O pastor chinês Ezra Jin Mingri, líder da influente Igreja Zion, foi libertado após permanecer cerca de 260 dias preso na China e já se encontra nos Estados Unidos, onde reencontrou sua família. A informação foi confirmada por familiares e por organizações que acompanham casos de liberdade religiosa e direitos humanos.


Segundo Frances Hui, da Committee for Freedom in Hong Kong Foundation, o pastor desembarcou em Los Angeles e "finalmente está reunido com sua família". Sua libertação encerra um período de detenção iniciado em outubro de 2025, quando ele e outros 17 líderes da Igreja Zion foram presos durante uma ampla operação das autoridades chinesas.


A ação foi considerada uma das maiores ofensivas do governo chinês contra uma única igreja não registrada em décadas, despertando preocupação internacional sobre o avanço das restrições à liberdade religiosa no país.


Em nota, a família afirmou que a libertação ocorreu de maneira rápida e inesperada. O comunicado agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por levantar o caso durante uma reunião com o presidente chinês Xi Jinping, realizada em Pequim, em maio deste ano.


Segundo a família, a libertação "não teria acontecido sem a intervenção direta do presidente Xi Jinping". O comunicado acrescenta a esperança de que o episódio represente "um sinal de uma mudança positiva para as pessoas de fé na China e para as relações entre as duas nações".


O caso ganhou repercussão internacional depois que Donald Trump declarou, durante o voo de retorno de sua visita oficial à China, que havia solicitado a Xi Jinping a libertação tanto de Ezra Jin Mingri quanto do ativista pró-democracia de Hong Kong Jimmy Lai.


De acordo com Trump, Xi respondeu que analisaria seriamente o caso do pastor, mas indicou que a situação de Jimmy Lai seria mais difícil. Lai, de 78 anos, empresário e fundador de um jornal crítico ao governo chinês, foi condenado a 20 anos de prisão em fevereiro.


Embora a libertação de Ezra Jin Mingri tenha sido celebrada por organizações de direitos humanos, ativistas lembram que outros cristãos continuam presos. Maya Wang, da Human Rights Watch, destacou que pelo menos oito membros da Igreja Zion permanecem detidos e pediu que todos sejam libertados.


A Igreja Zion está entre as maiores igrejas domésticas da China, conhecidas como house churches. Essas congregações funcionam independentemente das organizações religiosas controladas pelo Estado e, por isso, não possuem registro oficial junto às autoridades chinesas.


O Partido Comunista Chinês, oficialmente ateu, considera organizações religiosas independentes uma possível ameaça ao controle estatal. Sob a liderança de Xi Jinping, o governo intensificou a política de "sinicização" da religião, exigindo que comunidades religiosas demonstrem lealdade ao Partido Comunista.


Em depoimento prestado ao Congresso dos Estados Unidos em novembro do ano passado, Grace Jin Drexel, filha do pastor, afirmou que seu pai fundou a Igreja Zion para que os cristãos pudessem adorar a Deus livremente, reconhecendo apenas Cristo como cabeça da Igreja. Ela também revelou que não via o pai havia seis anos, desde que a família se mudou para os Estados Unidos após o aumento da perseguição contra a congregação em 2018.


A libertação de Ezra Jin Mingri representa um importante desdobramento para defensores da liberdade religiosa em todo o mundo, mas também evidencia que a situação dos cristãos na China continua sendo motivo de preocupação internacional, especialmente para aqueles que optam por congregar fora das estruturas religiosas autorizadas pelo governo.


Por Edson Bruno, H11 e NPR. Reportagem publicada em 5 de julho de 2026, com informações da família do pastor, da Committee for Freedom in Hong Kong Foundation e da Human Rights Watch.

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