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Extremistas Fulani matam 25 cristãos após Exército da Nigéria ignorar alertas prévios

  • Foto do escritor: Raphaelson Steven Zilse
    Raphaelson Steven Zilse
  • há 7 dias
  • 3 min de leitura
Imagem que mostra a destruição à adeias feita em ataques contra cristãos. Foto em guardian.ng
Imagem que mostra a destruição à adeias feita em ataques contra cristãos. Foto em guardian.ng

Nigéria (Persecution) - Pelo menos 25 cristãos, incluindo um bebê de apenas dois meses, foram mortos em ataques distintos ocorridos durante o último fim de semana na região do Cinturão Médio (Middle Belt) da Nigéria.


O primeiro ataque aconteceu na noite de sábado, 11 de julho, nas comunidades de Kum e Wereng-Comp, no condado de Ryom, estado de Plateau. Moradores relataram à International Christian Concern (ICC) que homens armados Fulani invadiram a comunidade por volta das 23h30.

"Recebemos um alerta de segurança pelas redes sociais informando que os Fulani nos atacariam no domingo", contou um morador, que preferiu permanecer anônimo. "Ficamos em estado de alerta, mas não tínhamos como nos preparar, porque não possuímos armas."

Segundo ele, nove pessoas foram assassinadas e enterradas no domingo em uma vala comum.


As nove vítimas pertenciam à mesma família cristã, acrescentou.

"Por que um terrorista mataria um bebê?" perguntou o morador. "O objetivo era exterminar todos os cristãos."

Entre os mortos estava também o líder da comunidade.


Segundo o morador, os extremistas Fulani pretendiam assassinar a liderança local, ocupar as terras para pastagem e estabelecer um califado islâmico na região.

"Nosso líder da aldeia ficou gravemente ferido. Os Fulani querem matá-lo simplesmente porque ele dizia a verdade durante as reuniões. Ele sempre defendia que não queria que os Fulani utilizassem nossas terras para pastagem nem destruíssem nossas plantações."

O Secretário Nacional de Comunicação da Associação Berom Youth Molders confirmou o ataque por meio de um comunicado oficial. Segundo ele, o massacre ocorreu próximo a um posto de controle do Exército nigeriano, que não reagiu, apesar da chegada de um grande número de combatentes Fulani.


Outro ataque no estado de Benue


Poucas horas depois, homens armados atacaram a comunidade de Nobi, na Área de Governo Local de Otukpo, no estado de Benue.


Moradores informaram que o ataque começou entre 3h30 e 4h30 da madrugada de domingo, 12 de julho, quando os invasores abriram fogo contra os habitantes e incendiaram diversas propriedades.


Comfort Inalegwu, moradora da região que participou das manifestações após o massacre, afirmou que pelo menos 16 pessoas foram mortas.


Ela contou que sua irmã e dois sobrinhos foram baleados dentro de casa e posteriormente levados ao necrotério do Hospital Geral de Otukpo.


Além dos mortos, várias pessoas ficaram feridas, enquanto famílias continuavam procurando parentes cujo paradeiro permanecia desconhecido.


Divergência no número de vítimas


Os números oficiais sobre o ataque em Nobi variam.


A polícia do estado de Benue informou que oito pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas.


Já a Anistia Internacional Nigéria afirmou que pelo menos dez pessoas perderam a vida.


Entretanto, testemunhas locais continuam sustentando que 16 moradores foram assassinados.


A polícia informou que reforços foram enviados à região e que uma investigação foi iniciada.


Protestos exigem proteção


Após os ataques, mulheres e jovens bloquearam trechos das rodovias Makurdi-Otukpo e Enugu-Otukpo, além das vias próximas ao palácio do Och'Idoma.


Os manifestantes exigiram maior proteção para as comunidades, a prisão dos responsáveis e seu julgamento.


Algumas mulheres afirmaram que continuarão protestando e poderão até boicotar atividades eleitorais caso os ataques continuem.


Governo promete reforçar segurança


O governador de Benue, Hyacinth Alia, condenou os assassinatos em nota divulgada por seu secretário-chefe de imprensa, Tersoo Kula.


Ele determinou que as forças de segurança intensifiquem a vigilância nas comunidades vulneráveis, fortaleçam a cooperação com estados vizinhos e identifiquem os autores dos ataques.


Até o momento da publicação da reportagem, nenhum grupo havia reivindicado oficialmente a autoria dos atentados.


Moradores e representantes das comunidades atribuem os ataques a militantes Fulani armados, embora as autoridades ainda não tenham divulgado oficialmente a identidade, a motivação ou a filiação dos responsáveis.


Região marcada por violência contínua


Os estados de Benue e Plateau fazem parte do chamado Middle Belt, região onde comunidades agrícolas predominantemente cristãs enfrentam repetidos ataques, deslocamentos forçados, destruição de residências e perda de terras cultiváveis.


A violência na região tem sido associada a diversos fatores interligados, incluindo disputas por terras, atividades criminosas, tensões étnicas, hostilidade religiosa e a atuação de grupos armados.


Em junho de 2025, cerca de 150 pessoas foram mortas durante um ataque à comunidade de Yelwata, também no estado de Benue.


Posteriormente, promotores nigerianos apresentaram acusações relacionadas ao terrorismo contra nove homens acusados de planejar e apoiar aquele massacre.


Clamor por justiça

As famílias atingidas pelos ataques pedem maior segurança, assistência médica para os sobreviventes, apoio na busca por desaparecidos e ajuda para os moradores deslocados.


Líderes comunitários também solicitam que as autoridades federais e estaduais divulguem os resultados das investigações, mantenham presença permanente das forças de segurança nas aldeias mais vulneráveis e garantam que todos os suspeitos sejam levados à Justiça.


Por persecution.org

1 comentário


flowpressloja
há 6 dias

Que JESUS esteja entrando com providência junto ao povo na Nigéria e que este grupo Fulani seja visitado por JESUS, assim como Paulo foi visitado já que era um perseguidor de cristão. Emerson Castro - Jacareí / SP - Vale do Paraíba.

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"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem"
Hebreus 11:1

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