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Eritréia


População total
3.539.000
População não alcançada
1.593.000 (45%)
População não alcançada de fronteira
1.217.000 (34,4%)
Grupos de povos
18
Grupos de povos não alcançados
11 (61%)
Grupos de povos não alcançadas de fronteira
7 (38,9%)
Cristãos aderentes
45,9%
Escala de progresso

Grupo étnico-linguístico | Língua primária | Religião primária | Quantidade de cristãos | Tradução da Bíblia |
|---|---|---|---|---|
Bedawiyet | Islamismo | 0-0,1% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Dahalik | Islamismo | 0-0,1% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Kalash | Islamismo | 0-0,1% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Broq-pa | Islamismo | 0-0,1% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Bouy | Islamismo | 0-0,1% | Somente Porções, necessita tradução completa |
CONTEXTO HISTÓRICO-SOCIAL

Antes de existir como país, a região da atual Eritreia fazia parte de importantes civilizações do Chifre da África. Uma das mais relevantes foi o Reino de Axum, que floresceu entre os séculos I e VII d.C., abrangendo partes da Eritreia e da Etiópia. Axum era um centro comercial poderoso, ligado às rotas do Mar Vermelho, conectando África, Arábia e Mediterrâneo.
A população era formada por povos de origem afro-asiática, especialmente os tigrínios, tigres, saho, afar e beja. Religiosamente, predominavam crenças politeístas até a adoção do cristianismo no século IV, tornando Axum um dos primeiros Estados cristãos do mundo.
Entre os aspectos positivos desse período estão o desenvolvimento urbano, monetário e comercial, além de uma identidade cultural própria. Por outro lado, guerras regionais e mudanças nas rotas comerciais levaram ao declínio de Axum.
Essa herança histórica fez da região um espaço multicultural e estrategicamente importante, moldando sua identidade futura.

A partir do século VII, o islã se espalhou ao longo da costa do Mar Vermelho, especialmente entre povos como os afar e saho. A Eritreia tornou-se uma zona de contato entre o mundo cristão etíope e o mundo islâmico árabe.
Durante séculos, a região foi dividida entre pequenos reinos, sultanatos e comunidades autônomas. Essa fragmentação política manteve certa autonomia local, mas também impediu a formação de um Estado central forte.
Entre os aspectos positivos estão o pluralismo religioso e a convivência entre cristãos e muçulmanos. Por outro lado, conflitos frequentes e instabilidade dificultaram o desenvolvimento econômico.
Culturalmente, consolidou-se uma sociedade multiétnica e multilíngue, com tradições agrícolas, pastorais e comerciais.

No final do século XIX, a Eritreia foi colonizada pela Itália, tornando-se a primeira colônia africana italiana. Os italianos construíram cidades modernas, estradas, portos e introduziram novas técnicas agrícolas.
Entre os aspectos positivos estão a urbanização e alguma infraestrutura. Porém, os impactos negativos foram profundos: exploração econômica, racismo institucional e exclusão da população local do poder político.
Após a Segunda Guerra Mundial, a Eritreia foi administrada pelos britânicos e, em 1952, federada à Etiópia. Em 1962, a Etiópia anexou oficialmente a Eritreia, encerrando sua autonomia. (Foto em awate.com)

A anexação etíope levou a uma longa guerra de independência (1961–1991), uma das mais longas da África. Após décadas de luta armada, a Eritreia conquistou sua independência em 1993.
Entre os pontos positivos estão a forte identidade nacional, alfabetização crescente e valorização da diversidade cultural. O país reconhece nove grupos étnicos e duas religiões principais: cristianismo e islamismo.
Por outro lado, a Eritreia tornou-se um dos regimes mais autoritários do mundo, com serviço militar indefinido, repressão política e migração em massa.
Hoje, a Eritreia enfrenta o desafio de transformar sua história de resistência em desenvolvimento, superando isolamento internacional, pobreza e autoritarismo. (Foto em eritrea.be)
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