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Trabalhadora humanitária cristã é assassinada no noroeste da Nigéria

Foto do escritor: Raphaelson Steven Zilse
Raphaelson Steven Zilse
há 6 dias
3 min de leitura
Homenagem da Sociedade da Cruz Vermelha Nigeriana a Lydia Nwankwo, assassinada no estado de Sokoto, na Nigéria, em 6 de outubro de 2026. Foto em christiandaily.com
Homenagem da Sociedade da Cruz Vermelha Nigeriana a Lydia Nwankwo, assassinada no estado de Sokoto, na Nigéria, em 6 de outubro de 2026. Foto em christiandaily.com

Nigéria (ChristianDaily) - Homens armados não identificados atiraram e mataram uma mulher cristã que atuava como voluntária na Sociedade da Cruz Vermelha Nigeriana, durante um ataque, em 6 de outubro, contra o veículo de sua equipe, no estado de Sokoto, segundo fontes.


Lydia Nwankwo, de 30 anos, foi morta a tiros por volta das 19h, quando o veículo de sua equipe foi alvo de disparos na estrada entre Kajiji e Shagari, no distrito de Shagari, segundo familiares.


“Bandidos abriram fogo contra o veículo”, contou sua irmã, Chisom Nwankwo, ao Christian Daily International–Morning Star News. “Lydia foi atingida no peito e morreu no local. Seu corpo foi levado para casa em uma caminhonete Hilux por volta das 23h daquela noite.”

Outra irmã, Victoria Nwankwo, afirmou que, além de trabalhar para a Cruz Vermelha, Lydia também atuava com uma organização parceira de desenvolvimento que presta apoio ao Ministério da Saúde do estado de Sokoto.


“Lydia não morreu porque era rica. Não morreu porque era política. Ela morreu porque escolheu ir aonde outros se recusavam a ir”, declarou Victoria Nwankwo ao Christian Daily International–Morning Star News. “Ela deixou o conforto de sua casa para servir comunidades vulneráveis em áreas de difícil acesso em Sokoto. Estava lá para ajudar mães, crianças e pessoas doentes. Estava lá para levar saúde, alimentos e esperança.”

Chisom Nwankwo afirmou que sua irmã “estava empenhada em ajudar pessoas afetadas pelas sucessivas ondas de ataques terroristas no estado de Sokoto”.


“Lydia estava retornando de operações de campo na comunidade de Kajiji, na área de governo local de Shagari”, disse Chisom Nwankwo. “Sua equipe, composta por cinco pessoas, sofreu uma emboscada por volta das 19h na estrada entre Kajiji e Shagari, depois de realizar trabalhos de campo na área de governo local de Tambuwal.”

Suleiman Ayuba, morador da região, disse ao Christian Daily International–Morning Star News que Lydia Nwankwo foi morta por “jihadistas muçulmanos”.


“Ela era uma trabalhadora humanitária cristã”, afirmou Ayuba. “Ela e sua equipe estavam voltando de um trabalho de campo realizado com uma organização parceira que apoia o Ministério da Saúde do estado de Sokoto quando foram atacadas.”

A Sociedade da Cruz Vermelha no estado de Sokoto divulgou uma nota afirmando que Lydia Nwankwo morreu em um “ataque de bandidos”.


“A Sociedade da Cruz Vermelha Nigeriana, Divisão Sul de Sokoto, está profundamente enlutada pela trágica morte de sua voluntária, Lydia Chinenye Nwankwo”, declarou Bello Bawa, representante da organização. “Lydia era uma dedicada trabalhadora humanitária que destinava seu tempo ao serviço de comunidades vulneráveis. Expressamos nossas condolências à sua família, aos seus amigos e a toda a família da Cruz Vermelha. Que sua alma gentil descanse em paz.”

A polícia do estado de Sokoto divulgou uma declaração na qual afirmou apenas: “Estamos cientes do incidente, mas as investigações estão em andamento”. Também houve relatos de que um inspetor de polícia foi morto no mesmo episódio, além de informações sobre outros ataques no distrito de Shagari.


A perseguição aos cristãos na Nigéria


De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026, da organização Open Doors, mais cristãos foram mortos na Nigéria do que em qualquer outro país entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025.


Dos 4.849 cristãos mortos em todo o mundo por causa de sua fé durante esse período, 3.490 — o equivalente a 72% — eram nigerianos, um aumento em relação aos 3.100 registrados no ano anterior.


A Nigéria ocupou a 7ª posição na Lista Mundial da Perseguição, que reúne os 50 países onde é mais difícil ser cristão.


Na região Centro-Norte do país, onde os cristãos são mais numerosos do que nas regiões Nordeste e Noroeste, milícias extremistas fulanis de orientação islâmica atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, sobretudo cristãos, segundo o relatório.


Grupos jihadistas como o Boko Haram e sua facção dissidente, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte da Nigéria, onde o controle do governo federal é limitado. De acordo com o relatório, cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de incursões armadas, violência sexual e assassinatos em bloqueios rodoviários.


Os sequestros para obtenção de resgates aumentaram consideravelmente nos últimos anos.


A violência também se espalhou para estados do sul, enquanto um novo grupo terrorista jihadista, chamado Lakurawa, surgiu no noroeste do país, armado com armamentos avançados e movido por uma agenda islâmica radical, observa a Lista Mundial da Perseguição.


O Lakurawa está ligado à expansão da insurgência da Al-Qaeda denominada Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin (JNIM), originária do Mali.


Por Christian Daily News, Morning Star International.

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Hebreus 11:1

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