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Tremores secundários e medo continuam na Venezuela enquanto equipes de ajuda atendem necessidades físicas e espirituais

Foto do escritor: Raphaelson Steven Zilse
Raphaelson Steven Zilse
1 de jul.
2 min de leitura
Na foto equipes de resgate e moradores trabalham entre os escombros após os terremotos que devastaram regiões costeiras da Venezuela. Foto por Convoy of Hope, em mnnonline.org
Na foto equipes de resgate e moradores trabalham entre os escombros após os terremotos que devastaram regiões costeiras da Venezuela. Foto por Convoy of Hope, em mnnonline.org

Venezuela (MNN) — O número de mortos em decorrência dos dois terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho ultrapassou 1.700 pessoas na segunda-feira. Embora histórias de resgates continuem surgindo, a esperança de encontrar mais sobreviventes sob os escombros está diminuindo rapidamente.


Ethan Forhetz, da organização humanitária Convoy of Hope, afirma que suas equipes estão transportando alimentos e água para sobreviventes e socorristas, enquanto outros recursos estão a caminho.


“As pessoas ainda têm medo de voltar para dentro dos prédios, porque as réplicas acontecem o tempo todo. Elas não sabem o quanto suas construções foram enfraquecidas, então muitas estão vivendo e dormindo em carros ou nas ruas. Por isso, também vamos trabalhar com a instalação de tendas para abrigá-las”, explica.

Desde os dois terremotos de 24 de junho, mais de 600 réplicas sísmicas foram registradas. Entre elas, um tremor de magnitude 4,6 atingiu a região de La Guaira, uma das mais afetadas, na manhã de segunda-feira.


Segundo Forhetz, independentemente das fotos ou vídeos divulgados, a realidade é ainda mais grave do que a maioria das pessoas imagina.


“É pior do que você provavelmente pensa”, afirma.

As autoridades informaram que os terremotos iniciais danificaram severamente ou destruíram pelo menos 855 edifícios.


Diante desse cenário, a Convoy of Hope está atuando por meio de parcerias com igrejas locais venezuelanas para distribuir ajuda humanitária às comunidades atingidas.


“Nós avaliamos as necessidades por meio das pessoas que estão no terreno. Elas são nossos olhos e ouvidos. Estão vivendo essa realidade diariamente, conhecem as necessidades e podem nos orientar sobre a melhor forma de atendê-las”, explica Forhetz.

Ele destaca que o fortalecimento da igreja local é uma parte fundamental da estratégia de resposta da organização.


“Quando capacitamos a igreja local — pessoas que já estão realizando ministério — isso fortalece nosso trabalho para atender às necessidades das pessoas e abre portas para o evangelho.”

A organização pede que os cristãos apoiem esse trabalho por meio da oração.


“Ore para que nossa equipe tenha favor nas questões logísticas e também para que surjam oportunidades de diálogo, permitindo compartilhar o evangelho e dizer às pessoas que Deus as ama”, pede Forhetz.

Além da intercessão, a Convoy of Hope convida os apoiadores a considerarem uma contribuição para o fundo de auxílio emergencial destinado às vítimas do desastre.


“Você pode apoiar a Convoy enquanto trabalhamos pensando no futuro, mesmo quando essa tragédia deixar de ser notícia”, afirma Forhetz. “Nós continuaremos atuando aqui.”

Por Katie O'Malley, em Mission Network News Online.

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