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Pastor que denunciava perseguição a cristãos na Nigéria perde nove familiares em ataque atribuído a extremistas Fulani

Foto do escritor: Raphaelson Steven Zilse
Raphaelson Steven Zilse
24 de jul.
4 min de leitura
Rev. Ezekiel Dachomo, líder regional da Igreja de Cristo nas Nações (COCIN), na região do Cinturão Médio da Nigéria, pregando durante o funeral de cristãos assassinados. Líder cristão afirma que o massacre em Julho deste ano à sua família foi uma retaliação por denunciar internacionalmente a violência contra comunidades cristãs. Mesmo após a tragédia, declarou que perdoa os responsáveis e que não abandonará seu povo. Foto por truth Nigeria / Masara Kim, em foxnews.com
Rev. Ezekiel Dachomo, líder regional da Igreja de Cristo nas Nações (COCIN), na região do Cinturão Médio da Nigéria, pregando durante o funeral de cristãos assassinados. Líder cristão afirma que o massacre em Julho deste ano à sua família foi uma retaliação por denunciar internacionalmente a violência contra comunidades cristãs. Mesmo após a tragédia, declarou que perdoa os responsáveis e que não abandonará seu povo. Foto por truth Nigeria / Masara Kim, em foxnews.com

Nigéria (H11) - O pastor nigeriano Ezekiel Dachomo, uma das vozes mais conhecidas na denúncia da perseguição contra cristãos na Nigéria, enfrenta agora a maior tragédia de sua vida. Nove integrantes de sua família foram assassinados durante um ataque armado ocorrido na comunidade de Kum, na Área de Governo Local de Riyom, estado de Plateau, na noite de 11 para 12 de julho de 2026. Segundo testemunhas, os invasores procuravam especificamente pelo pastor. Como ele não estava na residência, executaram seus familiares, entre eles um bebê de apenas três meses de idade.


O ataque ocorreu por volta das 23h30, quando homens fortemente armados invadiram o complexo familiar. Sobreviventes relataram que os criminosos perguntaram pelo "pai desta casa" — referência ao pastor, conhecido na região pelo apelido "Dara", que significa "pai" na língua berom. Ao descobrirem que ele não estava presente, um dos invasores declarou: "Hoje vocês aprenderão uma dura lição", antes de abrir fogo contra os moradores. Apenas três pessoas conseguiram escapar com vida.


As vítimas pertenciam à família estendida do reverendo e incluíam crianças, adolescentes e adultos:


  • Jenifer Yohanna (3 meses)

  • Peace James (3 anos)

  • Endurance James (8 anos)

  • Rito James (10 anos)

  • Melody James (16 anos)

  • Janet Yohanna (18 anos)

  • Sele James (18 anos)

  • Yohanna James (21 anos)

  • Celina James (38 anos)


"Tentaram me silenciar"


Rev. Ezekiel Dachomo é líder regional da Church of Christ in Nations (COCIN) e tornou-se conhecido internacionalmente após denunciar repetidamente o que descreve como um processo contínuo de limpeza étnica e religiosa contra comunidades cristãs do Cinturão Médio da Nigéria.


Funeral de cerca de 27 cristãos que, segundo relatos, foram mortos por extremistas Fulani islamistas na vila de Bindi Ta-hoss, Nigéria, em 28 de julho de 2025. Foto por Christian Solidarity International – CSI, em foxnews.com
Funeral de cerca de 27 cristãos que, segundo relatos, foram mortos por extremistas Fulani islamistas na vila de Bindi Ta-hoss, Nigéria, em 28 de julho de 2025. Foto por Christian Solidarity International – CSI, em foxnews.com

Em declarações concedidas após o funeral coletivo realizado em 13 de julho, o pastor afirmou não ter dúvidas de que sua família foi assassinada por causa de seu trabalho de denúncia.


"Eu não posso fugir e abandonar meu povo quando sei que sou a razão pela qual eles foram mortos."

Segundo ele, o objetivo dos atacantes era intimidá-lo e silenciar sua atuação junto à imprensa internacional e organizações de direitos humanos.


Perdão em meio ao sofrimento


Apesar da profunda dor, Dachomo surpreendeu os presentes durante o sepultamento ao declarar publicamente que havia escolhido perdoar os responsáveis.


O pastor afirmou que continuará defendendo as comunidades perseguidas e declarou que, mesmo que sua própria vida seja tirada, a mensagem continuará sendo proclamada.


Dias após o massacre, ele revelou ter recebido uma nova carta de ameaça, escrita em inglês e hausa, prometendo que ele seria morto da mesma forma que seus familiares.

Cópias do documento foram entregues às autoridades de segurança do estado de Plateau. Ainda assim, Dachomo declarou:


"Podem matar o mensageiro, mas não podem matar a mensagem."

Plateau: um dos epicentros da violência


O estado de Plateau permanece entre as regiões mais violentas da Nigéria. Nas últimas décadas, comunidades agrícolas predominantemente cristãs têm enfrentado ataques recorrentes atribuídos a milícias armadas formadas por extremistas Fulani, embora o contexto também envolva disputas por terras, recursos naturais e tensões étnicas que variam conforme a região.


Diversas organizações cristãs e de direitos humanos afirmam que muitas dessas ações apresentam um claro componente religioso, especialmente quando aldeias cristãs são sistematicamente atacadas, igrejas destruídas e líderes religiosos assassinados.


Autoridades nigerianas, por outro lado, frequentemente classificam parte da violência como conflitos entre agricultores e pastores, interpretação contestada por moradores locais e por diversos pesquisadores.


Somente nos últimos cinco meses, líderes locais estimam que mais de 200 pessoas foram mortas na região sul de Plateau, enquanto dezenas de comunidades foram abandonadas por causa dos ataques constantes.


Cresce a preocupação internacional


Rev. Ezekiel Dachomo, líder regional da Igreja de Cristo nas Nações (COCIN), na Nigéria. Foto em X/Rev. Ezekiel Dachomo, em punchng.com
Rev. Ezekiel Dachomo, líder regional da Igreja de Cristo nas Nações (COCIN), na Nigéria. Foto em X/Rev. Ezekiel Dachomo, em punchng.com

O assassinato da família do pastor repercutiu entre organizações cristãs internacionais e defensores da liberdade religiosa.


Missionários, parlamentares e entidades humanitárias voltaram a cobrar uma resposta mais firme das autoridades nigerianas para proteger as populações vulneráveis do Cinturão Médio. Também surgiram novos apelos para que a comunidade internacional acompanhe mais de perto a escalada da violência e pressione por medidas eficazes de segurança.


O caso reforça a preocupação crescente com a situação da Igreja na Nigéria, país que continua figurando entre os locais mais perigosos do mundo para cristãos em diversas listas de monitoramento da perseguição religiosa.


Motivos de oração:


  • Ore pelo pastor Ezekiel Dachomo e por toda sua família, para que Deus lhes conceda consolo e fortalecimento neste tempo de luto.

  • Interceda pelos sobreviventes da comunidade de Kum e pelas inúmeras famílias deslocadas pela violência em Plateau.

  • Ore para que as autoridades nigerianas consigam proteger as populações civis e responsabilizar os autores dos ataques.

  • Clame pela Igreja na Nigéria, para que permaneça firme na fé e seja instrumento de esperança em meio à perseguição.

  • Peça que o Senhor transforme corações marcados pelo ódio e estabeleça justiça e paz duradouras na região.


Por H11 Notícias.

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"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem"
Hebreus 11:1

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