Ninguém conseguia explicar-lhe quem era Jesus — até que um missionário surdo chegou

Ásia do Sul (MNN) - Imagine sentar-se em uma igreja todas as semanas, observar o pregador explicar o Evangelho e, ainda assim, nunca aprender quem é Jesus Cristo.
Essa não é uma história incomum entre um dos grupos de pessoas não alcançadas e silenciosamente marginalizadas em todo o mundo: as pessoas surdas.
Mas a DOOR International, um ministério dedicado ao princípio de “surdos alcançando surdos para Cristo”, está trabalhando para mudar essa realidade.
Rob Myers, da DOOR, explica que, em muitas partes do mundo, pessoas surdas enfrentam grandes dificuldades relacionadas à alfabetização e frequentemente não têm acesso adequado à educação e à informação até os seis ou oito anos de idade.
Mesmo em famílias cristãs, crianças surdas podem não compreender o Evangelho até que ele lhes seja apresentado em sua própria língua de sinais.
Um exemplo marcante foi compartilhado durante um dos eventos ministeriais da DOOR.
Um líder da organização no Sul da Ásia cresceu frequentando uma igreja onde havia uma representação de Jesus crucificado. Entretanto, segundo Myers, aquele jovem surdo, criado em uma família de ouvintes, nunca havia compreendido quem era a pessoa pregada na cruz e por que ela estava sangrando.
“Essa pessoa surda, crescendo em uma família de ouvintes, nunca entendeu quem era aquela pessoa que havia sido pregada em uma cruz e estava sangrando. Muitas pessoas falavam sobre Jesus e davam grande importância a Jesus, mas ninguém jamais conseguia explicar a ele qual era a importância daquela pessoa.”
Tudo mudou quando um missionário chegou e pôde comunicar a mensagem por meio da língua de sinais.
Myers conta que o missionário explicou o plano redentor de Deus e por que Ele enviou Jesus para salvar a humanidade dos pecados.
De repente, todas aquelas ideias começaram a fazer sentido.
Depois de finalmente compreender a história de Cristo, aquele líder passou a compartilhar a mesma mensagem com outras pessoas surdas que, assim como ele, nunca haviam tido acesso a essas informações de uma forma que pudessem compreender.
Pessoas surdas têm fome do Evangelho
Segundo Myers, existe uma grande receptividade ao Evangelho entre as comunidades surdas.
Ele estima que cerca de 30% das comunidades surdas já possuem igrejas que estão se multiplicando e formando discípulos.
O que falta, como demonstra a história desse líder do Sul da Ásia, é acesso.
Para milhões de pessoas surdas em todo o mundo, a barreira não é necessariamente a falta de interesse pelo Evangelho, mas a ausência de recursos, missionários e comunidades capazes de comunicar a mensagem de Cristo em sua própria língua de sinais.
Por Brennan Berryhill, em Mission Network News.




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