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Jovem pastor é assassinado após debate inter-religioso em Uganda

Foto do escritor: Raphaelson Steven Zilse
Raphaelson Steven Zilse
29 de jul.
3 min de leitura
O pastor Bernard Mulongo foi assassinado nas proximidades de Mbale, Uganda, em 18 de julho de 2026. Foto por Morning Star News, em christiandaily.com
O pastor Bernard Mulongo foi assassinado nas proximidades de Mbale, Uganda, em 18 de julho de 2026. Foto por Morning Star News, em christiandaily.com

Uganda (ChristianDaily) - Um imã que participou de um debate inter-religioso com um pastor em Uganda tornou-se o principal suspeito pelo assassinato do líder cristão poucas horas após o evento, realizado no sábado (18), segundo fontes locais.


Bernard Mulongo, pastor de 25 anos da Igreja New Restoration Church of Christ, no distrito de Butebo, foi morto naquela mesma noite na vila de Jami, localizada a cerca de 15 quilômetros da cidade de Mbale, conforme relatou seu companheiro de viagem. Ele deixa esposa e dois filhos, de 4 e 7 anos.


O pastor David Omala, que também participou do diálogo entre cristãos e muçulmanos, afirmou que o imã Hassan Musa demonstrou forte irritação com Mulongo após o encontro, durante o qual duas mulheres muçulmanas de destaque decidiram publicamente converter-se ao cristianismo.


Segundo Omala, o jovem pastor apresentou argumentos considerados convincentes durante o debate. Ao final do evento, o imã teria o ameaçado diretamente:


"Bernard, você merece morrer por seus atos blasfemos e por conduzir nosso povo para essa falsa religião. Não é correto usar o livro sagrado, o Alcorão, para enganar nossos membros."

O pastor acrescentou que Musa também fez outros comentários incentivando atos de violência contra cristãos.


O pai da vítima, Dawuson Mwangu, contou que seu filho havia viajado até Mbale para participar do debate público entre cristãos e muçulmanos e, mais tarde, participou de um programa em uma emissora de rádio local.


"Depois do debate e do programa de rádio, acredito que algumas pessoas ficaram muito irritadas com o que aconteceu", afirmou.

Ao deixar a rádio, o pastor Mulongo seguia de motocicleta com um amigo, Robert Mukisa, em direção ao local onde passariam a noite. Segundo Mukisa, quando estavam a cerca de 15 quilômetros de Mbale, vários homens em motocicletas os ultrapassaram e bloquearam a estrada.


Um dos agressores gritou:


"Você tem enganado nosso povo para seguir sua religião perversa e profanado nosso livro sagrado."

Assustado, Mukisa pulou da motocicleta e fugiu.


"Entrei em pânico, saltei da moto e corri para salvar minha vida, enquanto eles seguravam meu amigo", relatou à Morning Star News.

Após correr aproximadamente dois quilômetros, Mukisa conseguiu telefonar para a polícia e para seu pastor, informando sobre o ataque. Posteriormente, prestou depoimento às autoridades.


Mais tarde, o pastor David Omala recebeu uma ligação de um presbítero da igreja de Mulongo informando que o jovem líder havia sido assassinado na vila de Jami. Omala e o pai da vítima seguiram imediatamente para o local.


"Chegamos ao local e o encontramos caído em uma poça de sangue", disse.

A polícia já estava na cena antes que o corpo fosse levado ao necrotério da cidade de Mbale para exame de necropsia. O pastor apresentava diversos ferimentos na cabeça, na mão direita, no peito e nas costas.


Posteriormente, o corpo foi entregue à família e sepultado na vila de Petete, no distrito de Butebo.


Segundo as fontes, o imã Hassan Musa é considerado suspeito pelo homicídio, mas encontra-se foragido. A polícia abriu uma investigação, porém, até o momento da publicação da reportagem, nenhuma prisão havia sido efetuada.


A família do pastor exige uma investigação completa e que todos os responsáveis sejam identificados, presos e levados à Justiça.


O assassinato é mais um entre diversos casos de perseguição contra cristãos documentados pela Morning Star News em Uganda.


Embora a Constituição ugandense e outras leis do país garantam a liberdade religiosa — incluindo o direito de divulgar a própria fé e de mudar de religião — episódios de violência continuam sendo registrados, especialmente em regiões do leste do país, onde se concentra a maior parte da população muçulmana. Os muçulmanos representam cerca de 12% da população de Uganda.


Por Morning Star News/Christian Daily.

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