Grupos terroristas encontram interesses em comum, enquanto cristãos locais têm uma missão diferente

Somália (MNN) - “O inimigo do meu inimigo é meu amigo”, diz o ditado. Essa máxima parece se aplicar a dois grupos terroristas: os houthis, no Iêmen, e o al-Shabaab, na Somália.
Os grupos seguem diferentes vertentes do islamismo, que frequentemente entram em conflito entre si. Os houthis seguem o movimento religioso zaidita, uma vertente do islamismo xiita. Já o al-Shabaab é um grupo sunita ligado à Al-Qaeda.
Entretanto, ao longo da última década, os houthis e o al-Shabaab construíram uma parceria, compartilhando armas, treinamento, tecnologia e outros recursos. A guerra de 2026 envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã pode estar lhes dando novos motivos para fortalecer esses vínculos.
Greg Kelley, da organização Unknown Nations, afirma que o Corpo de Cristo não deve temer grupos terroristas como esses, nem lugares de difícil acesso, como a Somália e o Iêmen.
“Quando ouvimos falar de países como a Somália e o Iêmen, de toda a atividade terrorista, ficamos assustados. Não nos sentimos dispostos a nos envolver com esse tipo de situação”, afirma ele.
“Precisamos assumir uma identidade oposta como seguidores de Jesus: avançar para a ofensiva e dizer: ‘Senhor, como podes nos conduzir a essas regiões para que o evangelho seja apresentado a esses grupos tão extremistas?’ Essa é a única coisa que poderá produzir transformação.”
A Somália faz fronteira, a sudoeste, com o Quênia, país que Kelley descreve como “uma das democracias mais estáveis de toda a África” e cuja população é composta por pouco mais de 80% de cristãos, segundo o Joshua Project.
“Há quenianos com vínculos com a Somália, que compreendem a língua e a cultura somalis e que estão sendo mobilizados para entrar no país”, afirma Kelley.
“Por mais terrível que seja o al-Shabaab, Jesus morreu pelo al-Shabaab. Jesus entregou sua vida para que esses homens também pudessem ter acesso à mensagem do evangelho.”
Encontre seu lugar nesta missão
A Unknown Nations desenvolve iniciativas estratégicas para alcançar a Somália e o Iêmen, capacitando cristãos da própria região para levar a mensagem do evangelho a esses países.
“Precisamos orar para que trabalhadores e ceifeiros sejam enviados a essas regiões. Tudo depende de uma atuação concreta no terreno”, afirma Kelley. “Podemos orar para que líderes locais levem Bíblias em áudio, alimentadas por energia solar, a fim de compartilhar as boas-novas com essas pessoas tão preciosas.”
Por Katey O'Malley, em Mission Network News.




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