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Gangue mata 47 pessoas em ataque a igreja e incendeia animais no Haiti

Foto do escritor: Raphaelson Steven Zilse
Raphaelson Steven Zilse
26 de ago.
3 min de leitura
Familiares reagem após uma noite de violência, durante a qual dezenas de pessoas foram assassinadas por gangues armadas em Kenscoff, um bairro próximo a Porto Príncipe, no Haiti, em 24 de agosto de 2026. Membros de gangues atacaram pessoas deslocadas que buscavam abrigo dentro de uma igreja próxima à capital haitiana, matando cerca de 40 pessoas — algumas delas aparentemente executadas à queima-roupa —, segundo informou o prefeito à agência AFP na segunda-feira. Foto por Clarens SIFFROY/AFP via Getty Images, em christianpost.com
Familiares reagem após uma noite de violência, durante a qual dezenas de pessoas foram assassinadas por gangues armadas em Kenscoff, um bairro próximo a Porto Príncipe, no Haiti, em 24 de agosto de 2026. Membros de gangues atacaram pessoas deslocadas que buscavam abrigo dentro de uma igreja próxima à capital haitiana, matando cerca de 40 pessoas — algumas delas aparentemente executadas à queima-roupa —, segundo informou o prefeito à agência AFP na segunda-feira. Foto por Clarens SIFFROY/AFP via Getty Images, em christianpost.com

Haiti (ChristianPost) - Pelo menos 47 pessoas foram mortas e outras 22 ficaram feridas quando membros de uma gangue atacaram uma igreja que abrigava pessoas deslocadas nos arredores da capital do Haiti, Porto Príncipe, segundo as Nações Unidas.


O Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH) informou à France 24 que o número de mortos poderá aumentar à medida que mais informações sobre o ataque à comunidade montanhosa de Kenscoff forem confirmadas.


O prefeito de Kenscoff, Massillon Jean, afirmou que o ataque começou por volta das 22h30 de domingo e continuou durante a segunda-feira. Ele responsabilizou a coalizão de gangues Viv Ansanm.


“A noite passada foi uma noite de terror que atingiu a comuna de Kenscoff”, declarou Jean à Rádio Magic 9 na segunda-feira, segundo informou o The Haitian Times.

Sobreviventes relataram que casas foram incendiadas e pessoas foram sequestradas.

A Agenzia Fides, serviço de informação das Pontifícias Obras Missionárias, informou que os edifícios incendiados pela gangue incluíam um centro de culto pertencente à Igreja Evangélica da Arca da Nova Aliança, localizado próximo ao cemitério municipal, no centro da cidade.


Animais também foram mortos durante o ataque, incluindo cavalos.


Em uma declaração traduzida, o governo haitiano afirmou que reforços foram enviados para apoiar a polícia local.


“Que não haja dúvidas: este momento de luto também é um desafio. E a esse desafio o Governo responde com a força da lei e o exercício legítimo da força do Estado”, afirmou o comunicado oficial.

As autoridades também declararam:

“Todas as forças de segurança foram colocadas em estado máximo de alerta. Reforços estão sendo mobilizados. As ordens são claras: proteger, garantir a segurança e intervir. A autoridade do governo será restabelecida — com firmeza e sem demora — em todo o território de Kenscoff.”

O comunicado continuou:

“A mensagem do Governo é inequívoca: nenhum grupo armado prosperará no Haiti. Os criminosos não encontrarão trégua, refúgio ou impunidade. As forças de segurança receberam a missão de persegui-los, neutralizá-los e incapacitá-los.”

O BINUH informou na quarta-feira que pelo menos 1.408 pessoas foram mortas e outras 656 ficaram feridas em todo o Haiti durante o segundo trimestre de 2026, entre abril e junho.

Os ataques de gangues foram responsáveis por 55% de todas as pessoas mortas ou feridas durante o período.


“Esses números mostram que a população continua pagando um preço inaceitável pela violência”, declarou Carlos Ruiz Massieu, representante especial das Nações Unidas no Haiti e chefe do BINUH. “A proteção dessas pessoas deve permanecer no centro de todos os esforços para restaurar a segurança, particularmente das crianças, mulheres e de outras pessoas expostas a riscos elevados.”

Segundo as Nações Unidas, confrontos violentos entre gangues rivais na região de Plaine du Cul-de-Sac e em diversos bairros de Cité Soleil, impulsionados pela disputa por território e receitas provenientes de atividades ilegais, elevaram a violência nessas áreas da capital a níveis não vistos desde pelo menos o início de 2024.


Mais de 18 mil pessoas também foram forçadas a abandonar suas casas, deixando muitas famílias sem acesso a serviços essenciais, como atendimento médico e educação.

O novo massacre em Kenscoff evidencia mais uma vez a grave crise de segurança enfrentada pelo Haiti. Para além das disputas entre grupos armados, a violência continua atingindo diretamente civis, famílias deslocadas e comunidades religiosas.


A destruição de um local de culto da Igreja Evangélica da Arca da Nova Aliança demonstra também como a população cristã e suas comunidades não estão imunes à escalada da violência que assola o país.


Enquanto as autoridades prometem reforçar a segurança e restaurar o controle estatal em Kenscoff, sobreviventes do ataque enfrentam agora o luto, a destruição de suas casas e a incerteza sobre o destino de familiares que ainda podem estar desaparecidos.


A tragédia reforça a necessidade de oração pelo Haiti, por suas igrejas, pelas famílias das vítimas e por todos aqueles que continuam vivendo sob a ameaça constante da violência das gangues.


Ore pelo Haiti. Ore pelas famílias que perderam seus entes queridos. Ore pelas comunidades cristãs atingidas pela violência e pelas milhares de pessoas que foram obrigadas a abandonar seus lares.


Por Leonardo Blair, em The Christian Post.

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