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Cristão assassinado por abrigar convertidos no oeste de Uganda

Foto do escritor: Raphaelson Steven Zilse
Raphaelson Steven Zilse
há 1 hora
2 min de leitura
Benjamin Kule Mayani foi morto no oeste de Uganda em 29 de setembro de 2026. O crime foi cometido por um agressor muçulmano que estava revoltado porque a irmã havia aceitado a Cristo. Foto em Morning Star News.
Benjamin Kule Mayani foi morto no oeste de Uganda em 29 de setembro de 2026. O crime foi cometido por um agressor muçulmano que estava revoltado porque a irmã havia aceitado a Cristo. Foto em Morning Star News.

Uganda (MorningStarNews) - Um cristão que retornava de uma ação evangelística foi morto em 29 de setembro, no oeste de Uganda, depois que ele e um colega foram atacados por três muçulmanos. Segundo fontes, um dos agressores estava revoltado porque sua irmã havia se convertido ao cristianismo.


Benjamin Kule Mayani, de 45 anos, era professor na Excellent Nursery and Primary School e morador da aldeia de Kasokero, no subcondado de Kyondo, distrito de Kasese. Ele foi atacado por volta da meia-noite de 29 de setembro, na localidade de Karambi Cell, no município de Kisinga.


Mayani e seu colega Pascal Muhindo haviam recebido uma ligação telefônica de um homem identificado como Isifu Marjani, que pediu para se encontrar com Mayani na escola onde ele lecionava. A informação foi relatada por um ancião da Igreja Anglicana no oeste de Uganda, que conversou por telefone com Muhindo, membro de sua igreja, pouco depois do ataque.


Mayani e Muhindo estavam a cerca de dois quilômetros da escola quando Marjani e outros dois muçulmanos os interceptaram, relatou o ancião. Sua identidade não foi divulgada por razões de segurança. O relato foi baseado na conversa que ele teve com Muhindo.


Os muçulmanos questionaram Mayani sobre o paradeiro de uma mulher identificada como Sharifa, irmã de Marjani, que havia se convertido ao cristianismo. Segundo o ancião, os agressores continuaram interrogando Mayani e Muhindo sobre Sharifa, até que um deles atingiu Mayani na cabeça com um pedaço grande de madeira.


Muhindo fugiu para buscar ajuda junto aos moradores das proximidades.


Mayani já havia acolhido em sua casa Sharifa e outros muçulmanos convertidos ao cristianismo. Posteriormente, por questões de segurança, ele transferiu Sharifa para outra residência, informou o ancião.


Quando Muhindo e os moradores retornaram ao local, encontraram Mayani morto, relatou o ancião.


O caso foi comunicado à delegacia de polícia de Kisinga, onde foi registrado como homicídio. Os investigadores examinaram e documentaram a cena do crime, colheram depoimentos de testemunhas e recolheram evidências para análise forense.


O superintendente assistente de polícia (ASP) Elly Maate, da Polícia de Rwenzori East, afirmou que Mayani e Muhindo retornavam da cidade de Kisinga quando foram atacados pelos três homens. Segundo a polícia, os agressores atingiram Mayani na testa com um objeto contundente, causando-lhe ferimentos graves. Ele caiu a poucos metros do local do ataque e morreu.


O corpo de Mayani foi levado ao Hospital de Bwera para a realização de um exame post-mortem (necropsia).


A polícia informou que as investigações continuam, enquanto os detetives trabalham para identificar os responsáveis pelo crime.


O ataque é o mais recente de uma série de casos de perseguição contra cristãos em Uganda documentados pelo Morning Star News.


A Constituição de Uganda e outras leis do país garantem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e de se converter de uma religião para outra. Os muçulmanos representam, no máximo, 12% da população de Uganda, com maior concentração nas regiões orientais do país.


Pelo correspondente da África Ocidental do Morning Star News.

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