Conflito, fome e fé se encontram nos campos de refugiados

Sudão (MNN) — Enquanto a guerra civil no Sudão entra em seu quarto ano, a crise humanitária resultante está longe de terminar.
Vinte milhões de pessoas não conseguem encontrar comida suficiente, incluindo 4,2 milhões de crianças que sofrem de desnutrição. Mais de quatro milhões de refugiados sudaneses continuam espalhados pelos países vizinhos.
Como se já não tivessem desafios suficientes, os sudaneses que encontram esperança em Cristo enfrentam ameaças de familiares e amigos.
“Mulheres, crianças e jovens estão vindo a Cristo, e esses muçulmanos ficam furiosos porque não estão em um sistema que puna isso. Então, eles assumem o papel de punidores”, diz John, da Greater Reach Alliance (GRA).
Obreiros apoiados pela GRA estão compartilhando a esperança de Jesus com refugiados sudaneses.
“Estão sendo iniciadas igrejas nos lares; também há o que chamamos de Estudos Bíblicos de Descoberta”, afirma John.
“Esses estudos são direcionados especificamente a muçulmanos que estão interessados e dispostos a ouvir sobre Cristo, mas que ainda não são crentes.”
Enquanto alguns encontram nova vida n’Ele, outros fazem tudo o que podem para conter esse movimento.
“Temos muitos desses estudos bíblicos acontecendo, e pessoas estão chegando ao conhecimento de Cristo”, diz John.
“À medida que o Evangelho se espalha nos campos de refugiados, lidamos constantemente com perseguição, precisando proteger novos convertidos e, às vezes, até escondê-los.”
Durante décadas, o islamismo militante foi a norma no Sudão.
“Os muçulmanos que tiveram de deixar seu país estão profundamente traumatizados porque nunca viveram em uma situação onde a lei da Sharia não estivesse presente para punir”, explica John.
“Agora, eles estão em campos de refugiados localizados em países onde o islamismo não domina.”
Ore para que os perseguidores tenham experiências semelhantes à transformação de Saulo em Paulo.
“Ore por esses muçulmanos que estão tão irados porque estão perdendo o poder em governos e comunidades que protegiam suas crenças e exigiam que as pessoas pensassem da mesma forma”, diz John.
“Ore por força e perseverança para todos aqueles que estão servindo e compartilhando o Evangelho.”
Por Katey Hearth, em Mission Network News Online.




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