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Aldeias cristãs no Líbano recebem ajuda em meio à escalada regional

  • Foto do escritor: Raphaelson Steven Zilse
    Raphaelson Steven Zilse
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura
Vista de um edifício danificado após um ataque israelense, em meio à retomada das hostilidades entre o Hezbollah e Israel durante o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, em Beirute, Líbano, em 6 de março de 2026. Foto por Reuters/Stringer.
Vista de um edifício danificado após um ataque israelense, em meio à retomada das hostilidades entre o Hezbollah e Israel durante o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, em Beirute, Líbano, em 6 de março de 2026. Foto por Reuters/Stringer.

Líbano (MNN) — O Líbano voltou a atrair a atenção mundial após ataques israelenses aos subúrbios do sul de Beirute e ameaças do Irã de encerrar as negociações com os Estados Unidos.


As tensões atingiram um ponto crítico ontem, quando Israel respondeu a ataques do Hezbollah realizando sua incursão mais profunda em território libanês desde a guerra de 2000. Na tarde de segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu um movimento de desescalada entre os lados em conflito.


O presidente Donald Trump afirmou na segunda-feira que Israel e o Hezbollah concordaram em reduzir os combates após conversas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e contatos com o grupo militante libanês por meio de mediadores. Trump anunciou o desenvolvimento em uma publicação nas redes sociais após uma ligação com Netanyahu, cujas forças haviam realizado recentemente sua incursão mais profunda no Líbano em mais de 25 anos. Ele declarou que não haveria tropas israelenses “indo para Beirute, e quaisquer tropas que estivessem a caminho já foram retiradas”.


Esperanças de cessar-fogo enfraquecem


Como acontece na maioria dos conflitos do Oriente Médio, a mais recente escalada não ocorreu isoladamente.


“Na quinta e sexta-feira passadas, uma delegação militar do exército libanês reuniu-se no Pentágono com uma delegação israelense, algo inédito na história dessas duas nações”, explica Camille Melki, da organização Heart for Lebanon.

“Esperávamos que o resultado desse encontro fosse um cessar-fogo e algum tipo de acordo sobre a retirada israelense do sul do Líbano e o desarmamento do Hezbollah”, continua ele. “Infelizmente, as coisas estão caminhando na direção errada. Não era isso que esperávamos. Não era isso que estávamos orando para acontecer.”

No domingo, a mídia libanesa noticiou avanços em direção a um novo acordo de cessar-fogo durante negociações mediadas pelos Estados Unidos entre Israel e o Líbano. Contudo, constantemente há bombardeios e ataques de Israel ao Líbano, com muita perseguição e desturição assim como houve com a Palestina.


“O governo libanês precisa encontrar uma maneira de conter o Hezbollah e convencê-lo de que, para o bem de toda a nação, um cessar-fogo deve ser negociado o mais rápido possível”, afirma Melki [Assim como Israel compreender a necessidade de cessar ataques e bombardeios].
“Por outro lado, o Irã se afastou de suas negociações com os Estados Unidos, o que não é um bom sinal. Isso indica que essas negociações também parecem estar paralisadas e podem levar a uma confrontação ainda maior em toda a região.”

Aldeias cristãs enfrentam escassez

A segunda-feira foi “um dia muito, muito violento no sul do Líbano, em Beirute, no Vale do Bekaa e também nas aldeias do norte de Israel”, relata Melki.


“O Hezbollah continua atacando Israel com drones e outros meios militares, e Israel continua retaliando contra o Hezbollah. Temos observado um aumento muito elevado de vítimas e danos em toda a região.”

A maioria dos estabelecimentos comerciais está fechada no sul do Líbano, e itens essenciais estão cada vez mais difíceis de encontrar.


“Há muitas pequenas aldeias cristãs exatamente na fronteira entre Israel e o Líbano, e elas têm enfrentado um significativo cerco econômico e militar. Enviamos 700 cestas de alimentos para essas aldeias com a ajuda da Cruz Vermelha”, explica Melki.

Segundo ele, cada entrega não apenas supre necessidades básicas, mas também leva encorajamento aos cristãos locais e apresenta o Evangelho àqueles que ainda não conhecem Cristo.


Motivos de oração

Ore pelo fim da violência no Líbano.

“Na terça-feira, 2 de junho, e na quarta-feira, 3 de junho, ocorrerá uma reunião mediada pelo Departamento de Estado dos EUA. Delegados civis do governo libanês e do governo israelense se encontrarão, e esperamos que essas reuniões produzam resultados melhores”, conclui Melki.

Por Katey Hearth, em Mission Network News.


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