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Zimbábue


População total
17.073.000
População não alcançada
97.000 (9,6%)
População não alcançada de fronteira
500 (0,1%)
Grupos de povos
40
Grupos de povos não alcançados
1 (2,5%)
Grupos de povos não alcançadas de fronteira
3 (7,5%)
Cristãos aderentes
76,5
Escala de progresso

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|---|---|---|---|---|
Grupo étnico-linguístico | Língua primária | Religião primária | Quantidade de cristãos | Tradução da Bíblia |
![]() | Makhua Meetto | Religião étnica | 10-50% | Possui o Novo Testamento; Necessita tradução do Antigo Testamento |
![]() | Kunda | Cristianismo | 50-100% | Possui o Novo Testamento; Necessita tradução do Antigo Testamento |
![]() | Nyungwe | Religião étnica | 10-50% | Possui o Novo Testamento; Necessita tradução do Antigo Testamento |
![]() | Nsenga | Cristianismo | 50-100% | Possui o Novo Testamento; Necessita tradução do Antigo Testamento |
![]() | Sena | Cristianismo | 50-100% | Possui o Novo Testamento; Necessita tradução do Antigo Testamento |
CONTEXTO HISTÓRICO-SOCIAL

Antes da colonização europeia, o território do atual Zimbábue era habitado por diversos povos africanos, principalmente grupos de língua bantu, como os shona e, posteriormente, os ndebele. Essas sociedades viviam principalmente da agricultura, da criação de animais, da caça e do comércio, organizando-se em comunidades e reinos com diferentes formas de liderança tradicional.
Entre os séculos XI e XV, floresceu a civilização associada ao Grande Zimbábue, uma importante cidade de pedra e centro político e comercial da região. O local demonstra a existência de sociedades complexas, capazes de construir grandes estruturas e manter redes comerciais que alcançavam outras partes da África e do Oceano Índico.
As religiões tradicionais valorizavam os ancestrais, os espíritos e a relação entre a comunidade e o mundo natural. A cultura era transmitida principalmente de forma oral, por meio de histórias, música, provérbios e rituais. Entre os aspectos positivos estavam a organização comunitária, a produção agrícola e o desenvolvimento comercial; entre os desafios estavam conflitos entre grupos e disputas pelo controle de terras e rotas comerciais. (Foto por Janice Bell, em smarthistory.org)

A partir dos séculos XV e XVI, diferentes reinos e comunidades passaram a participar de redes comerciais que conectavam o interior da África ao litoral do Oceano Índico. O Estado Rozvi, formado posteriormente entre os povos shona, tornou-se uma das principais potências da região. No século XIX, os ndebele, sob a liderança de Mzilikazi, estabeleceram um poderoso reino no sudoeste do atual Zimbábue.
Durante esse período, comerciantes portugueses e outros europeus passaram a estabelecer contatos com a região, inicialmente interessados principalmente no comércio de ouro, marfim e outros produtos. Ao mesmo tempo, aumentaram as disputas políticas e militares entre diferentes grupos africanos.
No final do século XIX, o missionário e explorador britânico David Livingstone e outros europeus ajudaram a ampliar o conhecimento europeu sobre a região. Pouco depois, interesses econômicos britânicos, especialmente relacionados à mineração e às terras, contribuíram para a expansão do domínio colonial.
A chegada europeia trouxe novas escolas, missões cristãs e tecnologias, mas também provocou a perda de terras, a exploração econômica e a redução da autonomia política dos povos africanos. (Carta marina navigatoria Portugallen, Martini Illacomili, 1516, em zimfieldguide.com)

No final do século XIX, a região passou para o controle da British South Africa Company, ligada a Cecil Rhodes, e posteriormente tornou-se a colônia conhecida como Rodésia do Sul. O governo colonial favoreceu a população branca na distribuição de terras, no acesso ao poder político e na economia, enquanto a maioria africana sofreu restrições políticas e econômicas.
O cristianismo se expandiu por meio de diversas missões, escolas e igrejas, tornando-se uma presença importante na sociedade. Ao mesmo tempo, as tradições religiosas africanas continuaram influentes e posteriormente passaram a dialogar com formas africanas de cristianismo.
A partir da década de 1960, movimentos nacionalistas africanos intensificaram a luta contra o domínio da minoria branca. A guerra de libertação, conhecida como Guerra de Bush da Rodésia, envolveu movimentos como a ZANU e a ZAPU e provocou milhares de mortes e deslocamentos.
Em 1980, após negociações e eleições, a Rodésia tornou-se independente como Zimbábue, com Robert Mugabe como primeiro-ministro. A independência representou o fim formal do governo colonial e da supremacia política branca. (Foto em avacarts.com)

Desde a independência, o Zimbábue passou por importantes transformações políticas, econômicas e sociais. Robert Mugabe permaneceu no poder por quase quatro décadas, primeiro como primeiro-ministro e depois como presidente. O país inicialmente alcançou avanços significativos em áreas como educação e saúde, mas posteriormente enfrentou graves problemas econômicos, inflação e crescente instabilidade política.
A partir dos anos 2000, as reformas agrárias promovidas pelo governo provocaram a transferência de muitas propriedades agrícolas anteriormente controladas por fazendeiros brancos para agricultores negros. O processo foi acompanhado por conflitos, queda da produção agrícola e forte controvérsia internacional. Em 2017, Mugabe deixou a presidência após uma intervenção militar, sendo sucedido por Emmerson Mnangagwa.
Atualmente, o Zimbábue possui uma população culturalmente diversa, com forte presença dos povos shona e ndebele, além de outras comunidades. O cristianismo é amplamente praticado, coexistindo com elementos das tradições religiosas africanas. Entre os aspectos positivos estão a riqueza cultural, os recursos minerais, a agricultura, o patrimônio histórico do Grande Zimbábue e uma população com elevados índices de alfabetização em comparação com vários países da região. Entre os principais desafios estão a pobreza, as dificuldades econômicas, o desemprego, a governança política, a infraestrutura e a necessidade de maior estabilidade institucional. (Foto em right2city.org)
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