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Nigéria


População total
237.439.000
População não alcançada
72.418.000 (30,5%)
População não alcançada de fronteira
483.000 (0,2%)
Grupos de povos
535
Grupos de povos não alcançados
49 (9,2%)
Grupos de povos não alcançadas de fronteira
5 (0,9%)
Cristãos aderentes
51,6%
Escala de progresso

Grupo étnico-linguístico | Língua primária | Religião primária | Quantidade de cristãos | Tradução da Bíblia |
|---|---|---|---|---|
Abanyom | Cristianismo | 50-100% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Agatu | Cristianismo | 50-100% | Possui o Novo Testamento; Necessita tradução do Antigo Testamento | |
Anaang | Cristianismo | 50-100% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Bole | Islamismo | 2-5% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Dadiya | Cristianismo | 50-100% | Possui o Novo Testamento; Necessita tradução do Antigo Testamento |
CONTEXTO HISTÓRICO-SOCIAL

Antes de existir como país, o território da atual Nigéria era ocupado por grandes civilizações africanas. Entre as mais importantes estavam os reinos de Nok, Ifé, Benim, Oyo e Kanem-Bornu. Esses Estados desenvolveram sistemas políticos complexos, arte sofisticada e intensas redes comerciais.
A civilização Nok, uma das mais antigas da África subsaariana, destacou-se por esculturas em terracota. Os iorubás de Ifé e Benim produziram bronzes famosos. Ao norte, Kanem-Bornu era um centro islâmico importante.
Religiosamente, predominavam crenças tradicionais africanas, baseadas no culto aos ancestrais, espíritos e forças naturais. Cada povo possuía seu próprio panteão e práticas rituais.
Entre os aspectos positivos estavam organização social, produção artística e comércio regional. Por outro lado, existiam guerras frequentes, rivalidades políticas e escravidão interna.
Essa diversidade formou a base da complexa identidade nigeriana. (Foto por Hughes Dubois, em newyorker.com)

A partir do século XI, o islamismo espalhou-se pelo norte da Nigéria, principalmente entre hausa e fulani. Cidades como Kano e Katsina tornaram-se centros de estudo islâmico e comércio transaariano.
Entre os aspectos positivos estão alfabetização religiosa, integração cultural e desenvolvimento urbano. Porém, surgiram conflitos religiosos e guerras jihadistas no século XIX, lideradas por Usman dan Fodio, que criou o Califado de Sokoto.
Essas guerras unificaram grandes territórios, mas também intensificaram escravidão e violência. (Foto em britannica.com)

No final do século XIX, a Nigéria foi colonizada pelo Reino Unido, unificando artificialmente centenas de povos distintos em um único território.
Os britânicos implantaram economia de exportação (cacau, óleo de palma, amendoim) e infraestrutura básica. Porém, reforçaram divisões étnicas e regionais.
Entre os pontos negativos estão exploração econômica, perda de soberania e ausência de integração nacional. (Imagem em thenationonlineng.net)

A Nigéria tornou-se independente em 1960. Desde então, viveu golpes militares, guerra civil (Biafra), corrupção e conflitos étnico-religiosos.
Hoje, é o país mais populoso da África, com mais de 250 grupos étnicos, sendo hausa-fulani, iorubá e igbo os maiores. Religiosamente, divide-se entre cristianismo e islamismo.
Apesar do grande potencial econômico, a Nigéria enfrenta pobreza, violência e desigualdade. O principal desafio é transformar sua diversidade em força política e social, superando heranças coloniais. (Foto por Temilade Adelaja, em cfr.org)
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