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China


População total
1.397.676.000
População não alcançada
139.759.000 (10%)
População não alcançada de fronteira
47.552.000 (3,4%)
Grupos de povos
547
Grupos de povos não alcançados
442 (80,8%)
Grupos de povos não alcançadas de fronteira
272 (49,7%)
Cristãos aderentes
9,2%
Escala de progresso

Grupo étnico-linguístico | Língua primária | Religião primária | Quantidade de cristãos | Tradução da Bíblia |
|---|---|---|---|---|
Ache | Religiões étnicas | 0-0,1% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Azha | Religiões étnicas | 0-0,1% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Axi | Religiões étnicas | 2-5% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Honi | Religiões étnicas | 2-5% | Possui o Novo Testamento; Necessita tradução do Antigo Testamento | |
Amdo Tibetano | Budismo | 0-0,1% | Possui o Novo Testamento; Necessita tradução do Antigo Testamento |
CONTEXTO HISTÓRICO-SOCIAL

Antes de existir como um Estado unificado, a região da atual China era formada por diversas culturas neolíticas, como Yangshao e Longshan, que já praticavam agricultura, cerâmica e organização social complexa. Posteriormente surgiram as primeiras dinastias, como Xia (semi-lendária), Shang e Zhou, que estabeleceram bases políticas e culturais duradouras.
Nesse período desenvolveram-se conceitos centrais da civilização chinesa, como o Mandato do Céu, que legitimava o poder dos governantes, e as grandes tradições filosóficas: confucionismo, taoismo e legalismo. Essas ideias moldaram profundamente a política, a ética e a vida social chinesa.
Entre os aspectos positivos estão a valorização da educação, da ordem social e da harmonia. A escrita chinesa, que se mantém até hoje, foi criada nesse período, assim como sistemas administrativos avançados.
Por outro lado, havia hierarquias rígidas, guerras constantes entre reinos e forte controle social. A população camponesa sofria com impostos elevados e trabalho forçado.
Religiosamente, predominavam crenças tradicionais, culto aos ancestrais e práticas xamânicas, que mais tarde se misturariam ao budismo, trazido da Índia. (Foto em factsanddetails.com)

Com a unificação sob a dinastia Qin (221 a.C.), surgiu o Estado chinês centralizado. Dinastias posteriores como Han, Tang e Song expandiram o território e consolidaram a China como uma das maiores civilizações do mundo.
Esse período foi marcado por avanços tecnológicos, como papel, pólvora, bússola e impressão. A China tornou-se um centro comercial da Rota da Seda, conectando-se à Ásia Central, Oriente Médio e Europa.
Entre os aspectos positivos estão estabilidade política prolongada, desenvolvimento científico e florescimento artístico. Cidades cresceram, e a burocracia baseada em exames meritocráticos foi criada.
Por outro lado, houve censura intelectual, repressão a dissidentes e desigualdade social profunda. Rebeliões camponesas eram frequentes.
Culturalmente, a China integrava diferentes povos: han (majoritários), tibetanos, uigures, mongóis e manchus. Religiosamente, coexistiam confucionismo, taoismo, budismo e crenças populares. (Foto por Frederic J. Brown, em nationalgeographic.org)

No século XIX, a China enfrentou crises internas e pressões externas. Guerras do Ópio, intervenções europeias e japonesas enfraqueceram o Império Qing. O país perdeu soberania, territórios e controle econômico.
Entre os aspectos negativos estão humilhação nacional, exploração estrangeira e colapso institucional. Milhões morreram em rebeliões como a Taiping.
Por outro lado, esse período estimulou movimentos reformistas e nacionalistas. Intelectuais passaram a questionar tradições e buscar modernização.
A monarquia foi abolida em 1911, e a República da China foi proclamada, iniciando uma fase de instabilidade e guerras civis. (Imagem por Torajiro Kasai, 1900, ataque ao Castelo de Pequin, em commons.wikimedia.org)

Em 1949, o Partido Comunista venceu a guerra civil e fundou a República Popular da China. O novo regime promoveu reformas agrárias, industrialização e alfabetização.
Entre os pontos positivos estão a redução da pobreza extrema, crescimento econômico acelerado e aumento da expectativa de vida. A China tornou-se uma potência global.
Por outro lado, houve autoritarismo político, censura, perseguições ideológicas e tragédias como o Grande Salto Adiante e a Revolução Cultural.
Hoje, a China é multiétnica, com 56 grupos reconhecidos. Religiosamente, há budistas, taoistas, cristãos, muçulmanos e práticas tradicionais, embora sob controle estatal.
A China moderna vive entre desenvolvimento impressionante e limitações políticas, buscando afirmar sua identidade no mundo globalizado. (Foto por
Inguskruklitis, em img.freepik.com)
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