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Índia


População total
1.453.717.000
População não alcançada
1.394.848.000 (96%)
População não alcançada de fronteira
1.089.802.000 (75%)
Grupos de povos
2.262
Grupos de povos não alcançados
2.032 (89,8%)
Grupos de povos não alcançadas de fronteira
1.700 (75,2%)
Cristãos aderentes
2,0%
Escala de progresso

Grupo étnico-linguístico | Língua primária | Religião primária | Quantidade de cristãos | Tradução da Bíblia |
|---|---|---|---|---|
Agariya | Hinduismo | 0,1-2% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Alambadi Kurichchan | Hinduismo | 2-5% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Badaga | Hinduismo | 0,1-2% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Devadiga | Hinduismo | 0-0,1% | Somente Porções, necessita tradução completa | |
Dhimal | Hinduismo | 0-0,1% | Somente Porções, necessita tradução completa |
CONTEXTO HISTÓRICO-SOCIAL

Antes da formação dos grandes impérios históricos, o território da atual Índia era habitado por diversas populações indígenas e agrícolas, incluindo povos dravidianos e comunidades ligadas à Civilização do Vale do Indo, uma das mais antigas do mundo, desenvolvida entre cerca de 2600–1900 a.C. Cidades como Mohenjo-daro e Harappa possuíam planejamento urbano avançado, sistemas de drenagem e intenso comércio com outras regiões da Ásia.
Após o declínio dessa civilização, povos indo-arianos migraram para o norte da Índia entre aproximadamente 1500–1000 a.C., trazendo novas línguas, tradições religiosas e estruturas sociais. Desenvolveram-se os textos védicos, que deram origem ao hinduísmo antigo, além do sistema de castas. Diversos reinos e principados surgiram, ligados à agricultura, comércio e tradição oral.
Religiosamente, predominavam práticas védicas, culto a divindades naturais, rituais de fogo e posteriormente tradições filosóficas como hinduísmo, budismo e jainismo. A cultura era marcada por poesia épica, música, matemática, astronomia e arquitetura religiosa.
Entre os aspectos positivos desse período estão o desenvolvimento intelectual, científico e espiritual, além da diversidade cultural. Por outro lado, existiam guerras entre reinos, desigualdades sociais rígidas e exclusão ligada ao sistema de castas. Ainda assim, essas civilizações formaram a base profunda da identidade cultural indiana.
Posteriormente, povos indo-arianos se estabeleceram na região, trazendo a língua sânscrita e os Vedas, base do hinduísmo. Surgiram sistemas filosóficos complexos e a organização social em castas. Ao longo dos séculos, a Índia tornou-se berço de grandes religiões, como hinduísmo, budismo, jainismo e sikhismo.
Entre os pontos positivos desse período estão a riqueza cultural, a produção científica e filosófica, e a tolerância religiosa em muitos momentos históricos. Como aspectos negativos, destacam-se desigualdades sociais, especialmente ligadas ao sistema de castas, e conflitos entre reinos rivais. (Pintura por Mound Gateway, em harappa.com)

A partir do século VIII, o islamismo começou a expandir-se na Índia através de comerciantes árabes, missionários sufis e posteriormente conquistas militares vindas da Ásia Central. O contato intensificou-se com o Sultanato de Delhi e, mais tarde, com o Império Mogol, fundado no século XVI.
Os governantes mogóis criaram um dos maiores impérios da história indiana, fortalecendo o comércio, a administração centralizada e grandes obras arquitetônicas, como o Taj Mahal. Cidades tornaram-se importantes centros culturais e comerciais, conectando a Índia ao Oriente Médio, Ásia Central e Europa.
Entre os aspectos positivos destacam-se o florescimento artístico, a integração comercial e o desenvolvimento de uma cultura indo-islâmica. A língua persa influenciou a administração e literatura, enquanto tradições sufis favoreceram formas de convivência religiosa em várias regiões.
Por outro lado, ocorreram conflitos entre reinos hindus e muçulmanos, disputas políticas e períodos de intolerância religiosa. O sistema social permaneceu desigual, e guerras sucessivas enfraqueceram partes do subcontinente. Ainda assim, formou-se um pluralismo religioso duradouro entre hinduísmo, islamismo, sikhismo, jainismo e outras tradições.
A arquitetura floresceu, com exemplos como o Taj Mahal. Contudo, ocorreram conflitos religiosos e destruição de templos. (Foto em worldhistory.com)

No século XVIII, a influência da Companhia Britânica das Índias Orientais expandiu-se sobre o território indiano, culminando no domínio direto do Império Britânico após a Revolta dos Sipais de 1857. A Índia tornou-se a principal colônia britânica na Ásia.
A colonização trouxe construção de ferrovias, universidades, portos e sistemas administrativos modernos, mas principalmente para favorecer os interesses econômicos britânicos. A economia local foi reorganizada para exportação de matérias-primas, causando empobrecimento de artesãos e crises agrícolas.
Culturalmente, o inglês tornou-se língua administrativa e educacional, enquanto missionários cristãos ampliaram sua presença em algumas regiões. Surgiu uma elite intelectual indiana que passou a discutir nacionalismo, reformas sociais e independência.
Os aspectos negativos da colonização foram profundos: exploração econômica, fome, repressão política e divisões religiosas estimuladas pelo domínio colonial. Como aspecto positivo limitado, houve modernização parcial das infraestruturas e expansão do ensino superior. O nacionalismo indiano fortaleceu-se gradualmente através de líderes como Mahatma Gandhi e Jawaharlal Nehru. (Pintura por autor indiano desconhecido, c.1847, em encyclopedia.pub)

Em 1947, a Índia conquistou sua independência do Reino Unido, mas o processo foi acompanhado pela Partição, que dividiu o território entre Índia e Paquistão, provocando migrações em massa e violência religiosa. Sob liderança de Jawaharlal Nehru, o país adotou uma constituição democrática, secular e federal.
Entre os aspectos positivos do período pós-colonial estão a consolidação da democracia, o crescimento científico e tecnológico e o fortalecimento da identidade nacional. A Índia tornou-se referência em áreas como tecnologia da informação, indústria farmacêutica e exploração espacial, através de organizações como a ISRO.
Por outro lado, o país continuou enfrentando pobreza, desigualdade social, tensões religiosas e conflitos regionais. O sistema de castas, embora oficialmente proibido em formas discriminatórias, ainda influencia a sociedade em muitas áreas.
Hoje, a Índia possui enorme diversidade étnica, linguística e religiosa. A maioria da população segue o hinduísmo, mas há grandes comunidades muçulmanas, sikhs, cristãs, budistas e jainistas. Os maiores desafios atuais incluem desigualdade econômica, poluição, crescimento urbano acelerado e disputas políticas e religiosas. Ainda assim, a Índia mantém uma das culturas mais antigas, complexas e influentes do mundo. (Foto em roughguides.com)
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